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sábado, 14 de julho de 2012

CARTA ABERTA AO SENHOR PAULO CESAR BATISTA BONFIM (vulgo Paulinho Dhi Andrade)

CARTA ABERTA AO SENHOR PAULO CESAR BATISTA BONFIM (vulgo Paulinho Dhi Andrade)

Moço, desconheço a sua biografia e tenha a certeza que ela
não me interessa, mas por tudo que aqui tenho visto ao longo deste ano, posso
quase afirmar que é um daqueles que tem uma história triste para contar, de abandono,
sofrimento e poucas chances na vida. Alguém que não recebeu carinho nem
educação e que ....Velha e corriqueira história, da qual a literatura e os
programas governamentais estão cheios, bem como fazem a cabeça e mexem com o
sentimento de muitas pessoas. Não é meu caso. Essas histórias só me comovem
quando vejo que alguém assim usou o próprio aprendizado para inverter a
história e virar Gente, é assim mesmo, com maiúscula. Essas pessoas são as que
merecem todo respeito.
Na minha vida profissional e pessoal cansei de tropeçar em
histórias iguais com finais diferentes. Conheci egressos da FEBEM que se
tornaram profissionais bem sucedidos e seres humanos íntegros, mas conheci
também muitos que embora tivessem recebido ajuda, passaram a vida dando pequenos golpes, usando de esperteza e
má-fé para iludir incautos, mentindo e perseguindo a senda dos perdedores.
Essas pessoas merecem apenas o repúdio dos que têm caráter.
Problemas todos têm, o que muda é a busca das soluções e
isso é que faz a diferença porque, tenho certeza que cada um é artífice do
próprio destino e todos nós pagamos o preço das nossas escolhas.
Hoje, uma porção de pessoas de boa fé e, portanto,
facilmente ludibriáveis, estão aqui
decepcionadas porque acreditaram em alguém que não merecia crédito.
Pagamos o preço da ingenuidade...
Mas, do outro lado, está o senhor que nos iludiu, mentiu e
fez desaparecer no ar o trabalho, o dinheiro e os sonhos de pessoas de bem.
Qual preço o senhor pagará por isso?
Não sei, mas creio que será muito mais oneroso que o nosso
porque fará, certamente, a rota do eterno perdedor, daquele que nunca dará
“sorte na vida” porque sendo incapaz de assumir os próprios erros e de aprender
com eles, estará sempre distante do lado bom e digno que conduz à verdadeira
felicidade.
O dinheiro, cedo ou tarde voltará a seus donos porque para
tanto existem meios; o trabalho é o que nos move e os sonhos são o alimento dos
poetas. Ao senhor, o que restará depois desse outro pequeno golpe?
Apenas o mesquinho prazer de ter defendido o ponto de vista
do que se julga esperto e vive de trocados, de sobras...

Se, por acaso, errei na minha avaliação da sua história
pessoal ficarei muito surpresa, pois o estilo é marcante!

*E, se ainda houver aqui alguém que vê o senhor como vítima
dessa história sórdida, repito a frase “


“QUEM POUPA O LOBO, SACRIFICA AS OVELHAS”!

Marisa Schmidt

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